segunda-feira, 3 de agosto de 2009

JOSÉ DE ALENCAR

A Nação brasileira acompanha com emoção, admiração e oração, a luta de José de Alencar pela vida. Especialmente nós mineiros! Se já havia um respeito profundo pelo vice-presidente, por sua pessoa, suas qualidades, seus sentimentos, sua seriedade e dedicação ao trabalho, agora por tudo que ele tem vivido nos últimos anos, pela maneira corajosa como trava a luta contra o câncer, a estima por ele está na boca de todos, por toda parte. Numa de suas manifestações mais contundentes sobre a vida e a morte, em plena televisão, ele parecia Francisco de Assis quando se referia a “duas irmãs” – a irmã vida e a irmã morte. Zé Alencar nos evangeliza com simplicidade e com realismo, pleno de verdade, de luz no coração, na mente e nas palavras.

AÉCIO NEVES

Políticos do círculo mais íntimo de Lula têm declarado que o presidente prefere enfrentar José Serra no próximo ano. Há vários indícios nas últimas semanas, sinalizando uma sensível ascensão do nome de Aécio Neves, como candidato do PSDB à Presidência. A preferência do Presidente Lula pode ser entendida, desde já, como uma reação que vem confirmar a veracidade desse crescimento. Aqueles que conhecem Aécio Neves de perto, especialmente como líder do PSDB da Câmara, não duvidam de que o governador mineiro tem maiores possibilidades de minar, ainda que parcialmente, a aliança PT+PMDB. E Lula joga tudo nessa aliança.

domingo, 26 de julho de 2009

EZEQUIEL

“A simples reforma de um sistema corrompido não gera nenhuma sociedade nova: apenas reanima o velho sistema, que cedo ou tarde, acabará sempre nos mesmos vícios. Só um programa profético vislumbra um futuro novo, provocando o surgimento de uma sociedade radicalmente nova, com uma relação social a partir da justiça.”
A leitura do profeta Ezequiel deveria preparar senadores e deputados para a tão falada Reforma Política, se é que um dia ela vai acontecer. Doce ilusão! Exclamava Giordano Bruno: pensar e esperar que os donos do poder renovarão o poder.
Parece até que Ezequiel conheceu a história contemporânea do Brasil: nossos sonhos no final da Ditadura com um poder popular e democrático, seguidos de uma transição lenta, gradual e segura; derrota das diretas já; Congresso Constituinte em vez de Assembléia Nacional Constituinte; anistia relativa; cassação de Collor; anões do orçamento; mensalão; atos secretos no Senado, etc.
Se a classe política não construir a verdadeira reforma, que pela conversão coletiva e pessoal e pelo “profetismo”, só nos resta esperar pela sabedoria de nosso povo eleitor, pela investida decidida da Nação brasileira nas URNAS!

terça-feira, 7 de julho de 2009

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O TEMPO DE 7 DE JULHO DE 2009, HOJE.

Jornalismo
Muito se tem escrito ultimamente sobre o jornalista, seu diploma universitário, sua formação nos cursos de comunicação social. O Supremo Tribunal Federal – STF – derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, numa analogia imprópria com a profissão de cozinheiro e abrindo espaço para posicionamentos equivocados e mal fundamentados a favor ou contra o diploma. Mais um desgaste para o já desacreditado Ministro Gilmar Mendes, relator.
O debate sobre esta questão já dura cerca de 40 anos. Ele nasceu com o Decreto-lei 972/69 – logo depois do golpe dentro do golpe de 1968. De lá para cá, os Sindicatos dos Jornalistas, a FENAJ e a ABI – junto com as escolas de Comunicação Social e praticamente a totalidade dos profissionais defendeu a obrigatoriedade do diploma. Fala-se muito de corporativismo e reserva de mercado da parte das entidades sindicais dos jornalistas. E se esquecem de que na época, empresas irresponsáveis, preferiam pagar menos aos seus profissionais. O curso de comunicação e como conseqüência o diploma faziam parte de um esforço coletivo da categoria para o crescimento da qualidade profissional, além da defesa do salário.
Por que a ANJ e a ABERT sempre foram contra ou pelo menos manifestaram má vontade com os cursos e o diploma? Hoje é certo que a melhor preparação e formação profissional do jornalista supõe providências inúmeras e menos simplistas, dada a complexidade da sociedade e da própria arte e/ou ciência da comunicação. O talento, o dom natural é importante para ser jornalista, mas o bom jornalismo supõe também técnica, formação teórica, que começa nas escolas e continua nos locais de trabalho.
O que causa repulsa é a pressa em proclamar a decisão do STF como uma grande vitória do Direito á Informação e da Liberdade de Imprensa. A defesa do direito à informação e da liberdade de imprensa passa por providências muito mais urgentes do que a derrubada da obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Entre outras citaria duas: o fim do monopólio dos meios de comunicação nas mãos de poucos e a necessidade de regionalizar a informação, dada a imposição excessiva da mídia nacional e internacional.
A Conferência de Comunicação que se prepara no país será um bom momento para avançarmos na qualidade da informação. Independente de seus interesses, FENAJ, ANJ, ABI, ABERT, sindicatos patronais e dos jornalistas devem dar sua valiosa contribuição, como também as Escolas de Comunicação Social e toda a sociedade brasileira.
Tilden Santiago. Embaixador do Brasil em Cuba 2003/2007 – Dep. Federal por 3 mandatos
Presidente do Sindicato dos Jornalistas – Diretor da FENAJ 1981/1984

segunda-feira, 29 de junho de 2009

TEXTO DE DIVINO ADVINCULA

Formação e Informação
Muito se falou sobre a questão do fim da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Não é o fim do mundo. Nem o fim da profissão. Muito menos o fim da escolarização como caminho para a aquisição de técnicas e conhecimentos adquiridos de maneira teórica e metódica. Aliás, agora mais do que nunca a qualificação fará a diferença. O que se tem levado em consideração sobre o diploma está direcionado à apenas algumas grandes cidades, que, no final das contas, mudará muito pouco.
Mas gostaria de abordar um outro ponto. O Brasil, assim como muitos países, tem uma larga tradição de pequenos jornais que circulam em bairros pequenos, cidades além de vilas e lugarejos. Esses jornais ajudam a construir a história desses lugares, documentam o cotidiano, registram costumes. Contextualizam o pensamento e a cultura local no universo global. São excelentes fontes para pesquisa histórica, social e antropológica etc.
Tivesse a obrigatoriedade do diploma sido mantida pelo STF, correríamos o risco de acabarmos com esse meio documental e informativo de enorme interesse público, chamado de “jornal local”; uma vez que jornalistas diplomados jamais iriam para esses lugares sem muito recurso. Pessoas nativas correriam o risco de serem processadas por exercício ilegal da profissão.
Ganhou o bom jornalista de todos os cantos do Brasil e perdeu àquele que contou apenas com um canudo vazio de conteúdo e pobre de conhecimento.


Divino Advincula
Jornalista

segunda-feira, 22 de junho de 2009

HORIZONTE ABERTO

A fragilidade de nossa democracia fica mais clara nos processos eleitorais. Claro que foi um avanço histórico saírmos de Ditadura Militar, passarmos por uma transição "lenta, gradual e segura", vivenciar um Congresso Constituinte, exclusivo de políticos e não uma Assembléia Nacional Constituinte. E mesmo com a anistia relativizada que tivemos e com o fracasso das Diretas-já, repetirmos eleições que proclamamos democráticas, até chegarmos a um líder popular, trabalhador no governo, até alcançarmos a institucionalidade.
Os partidos políticos são chamados a colaborar nesse crescimento da democracia. Cumpre superar uma certa "ditadura de partido", que começa a se visualizar. É o que se espera especialmente do PMDB, PT, PSDB e DEM. Interessante a polêmica entre os tucanos sobre realizar ou não prévias internas para escolha de candidato. Interessante também quando Aécio Neves opta por uma campanha propositiva, sem radicalizar e bater duro no governo, como deseja Serra.
E os demais partidos - PDT, PSB, PCdoB, PV, PR, PP, PRb, PPS, PTB, PSTU e PSOL e outros - não teriam uma contribuição a dar na discussão dos programas de governo, dos novos mandatos a serem conquistados? vão ficar na inércia, fora do cenário, esperando por posicionamentos nacionais? Esperando pela tomada de posição de Lula e Aécio?
O horizonte está aberto para lideranças políticas e partidos, que queiram dar ao processo eleitoral uma nova dinâmica em consonância com a população de Minas e do Brasil.

VICTORIA II

"Fale com ele que o café vai esfriar, que não demore a aparecer". Esse foi o recado que Meire deixou com minha secretária na Cemig. Convite simples, simpático e fraterno, irrecusável. Depois de meses de espera fui conhecer Victoria, uma linda filha de oito anos, portadora de uma síndrome de West, síndrome convulsiva, que há cinco anos vive em uma UTI montada dentro de casa. Respira através de aparelhos, alimenta-se por sonda, sendo uma criança que precisa de cuidados intensos. Tudo que é necessário para as pessoas com necessidades especiais é muito caro. Jefferson trabalha na Fundep e Meire sai na motinha para trabalhar fora. A intensa dedicação a Victoria, o amor que eles demonstram continuamente com gestos de carinho e ternura, falando com ela e ela respondendo com o olhar, fazem deles um trio abençoado capaz de aquecer o coração de quem os visita oferecendo um café quentinho.