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domingo, 26 de julho de 2009

EZEQUIEL

“A simples reforma de um sistema corrompido não gera nenhuma sociedade nova: apenas reanima o velho sistema, que cedo ou tarde, acabará sempre nos mesmos vícios. Só um programa profético vislumbra um futuro novo, provocando o surgimento de uma sociedade radicalmente nova, com uma relação social a partir da justiça.”
A leitura do profeta Ezequiel deveria preparar senadores e deputados para a tão falada Reforma Política, se é que um dia ela vai acontecer. Doce ilusão! Exclamava Giordano Bruno: pensar e esperar que os donos do poder renovarão o poder.
Parece até que Ezequiel conheceu a história contemporânea do Brasil: nossos sonhos no final da Ditadura com um poder popular e democrático, seguidos de uma transição lenta, gradual e segura; derrota das diretas já; Congresso Constituinte em vez de Assembléia Nacional Constituinte; anistia relativa; cassação de Collor; anões do orçamento; mensalão; atos secretos no Senado, etc.
Se a classe política não construir a verdadeira reforma, que pela conversão coletiva e pessoal e pelo “profetismo”, só nos resta esperar pela sabedoria de nosso povo eleitor, pela investida decidida da Nação brasileira nas URNAS!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

GIORDANO BRUNO




Os cardeais renovam o poder do Papa e dos Bispos. Os políticos renovam seu próprio poder ou tentam renovar o poder temporal. É nesse último contexto que se enquadra uma Reforma Política e nossos deputados e senadores se entregam à tarefa de transformar o processo eleitoral, partidário e de comportamento dos políticos. São contingências da democracia relativa que construímos. A única saída é, admitindo a "doce ilusão" de Giordano centrarmos nossas energias na conscientização e organização da sociedade - a verdadeira parteira de um novo poder. A verdadeira Reforma Política se dá nas urnas com o surgimento dos agentes de uma nova política - eleitos pela maioria.


"Doce ilusão! Pensar que os donos do poder são capazes de renovar o poder!" Foram idéias como estas que jogaram o co-irmão dominicano medieval de Frei Betto, Giordano Bruno, na prisão e no garrote ou na fogueira, não me lembro. Frei Tito, Frei Betto, Giordano Bruno, Savonarolla! Essa história de sacrificar dominicanos não é só de nosso tempo. E se Giordano tivesse razão? e se for mesmo ilusão doce, pensar que os donos do poder são capazes de renovar o poder? Como fica a nossa Reforma Política, nas mãos de deputados e senadores que nós elegemos para exercer o poder?